Nunca estivemos em um estágio do desenvolvimento tão acelerado e tão brilhante, com acesso a vários bens de consumo e bens comuns. Com o advento da internet, as mais variadas tecnologias nos remetem para um mundo além. Mas, em algumas áreas, como a saúde, ainda estamos em transição. Somos construtores de próteses cada vez mais inteligentes, que superam até os próprios movimentos humanos.
Provavelmente veremos resultados de corredores das Paralimpíadas superarem atletas consagrados. A palestra de abertura do último Congresso Brasileiro de Oftalmologia realizado em Florianópolis trouxe à tona estudos que colocam a superação do nosso próprio corpo por peças inteligentes, ou órgãos substitutos com capacidade de conservarem e regenerarem suas funções originais. Mas vemos ainda pessoas sendo tratadas somente em pequenas partes; temos o hábito de “cortar” o ser-humano em “pedacinhos”, sendo que deveríamos ter um olhar mais abrangente, holístico. Na natureza não se encontra nenhum ser dividido.
O glaucoma, por exemplo, mesmo com todas as técnicas e estudos mais aprimorados, tanto nas medicações como nas cirurgias, segue fazendo vítimas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 300 milhões de pessoas possuem diminuição da visão devido ao glaucoma, e destes cerca de 40 milhões desenvolveram cegueira irreversível.
Sugeriu-se através de artigos alemães em oftalmologia que portadores de glaucoma façam uso de micronutrição antioxidante (vitaminas, sais minerais e aminoácidos). Assim, a morte celular, que tem como consequência a cegueira, poderia ser evitada. O processo oxidativo, “enferrujante”, dessas células têm relação direta com a restrição nutricional. Como exemplo, o zinco é um metal envolvido em mais de 300 reações enzimáticas celulares. A carência deste metal resulta em alterações importantes em todo o funcionamento do organismo. Precisamos pensar no futuro: em caso da necessidade de uma prótese inteligente, qual corpo poderia receber com maior sucesso estas novas peças da engenharia humana? Com certeza, aquele que está em condições basais o mais próximo do normal possível. Para que este novo órgão se adapte, temos que ter condições ideais de saúde.
E isso passa por uma estruturação de costumes e reencontro com bons hábitos, como boa alimentação, prática de exercícios físicos regulares, sono de qualidade, melhora do terreno biológico, suplementação inteligente com micronutrientes, qualidade de oxigenação celular, administração do estresse e gerenciamento das emoções. Tudo para que o nosso corpo trabalhe da forma mais natural, una e equilibrada possível.

